Entendendo o SaMD: Software como Dispositivo Médico (RDC 657/2022)

O que é SaMD?

Software como Dispositivo Médico (SaMD Software as Medical Device) é uma tecnologia que utiliza software para realizar funções médicas, como: Prevenção, Diagnóstico, Tratamento, Monitoramento, Gerenciamento de doenças.

O SaMD é uma categoria de dispositivos médicos que funciona sem a necessidade de equipamentos físicos, podendo ser acessado por meio de computadores, smartphones ou outros dispositivos eletrônicos.

Exemplos

Softwares de diagnóstico:

  • Análise de imagens médicas: Softwares que processam imagens de exames como tomografias, ressonâncias magnéticas e radiografias para auxiliar no diagnóstico de doenças.
  • Eletrocardiogramas: Softwares que analisam os resultados de eletrocardiogramas para identificar arritmias e outras anomalias cardíacas.
  • Análise de patologias: Softwares que auxiliam patologistas na identificação de células cancerígenas em lâminas de tecido.

Softwares de monitoramento:

  • Aplicativos de monitoramento de saúde: Aplicativos que permitem aos pacientes monitorar seus sinais vitais, como pressão arterial, frequência cardíaca e níveis de glicose, e enviar os dados para profissionais de saúde.
  • Dispositivos vestíveis: Relógios inteligentes e pulseiras que monitoram atividades físicas, sono e outros parâmetros de saúde.

Softwares de tratamento:

  • Bombas de infusão inteligentes: Softwares que controlam a administração de medicamentos de forma precisa e personalizada.
  • Próteses controladas por software: Próteses que utilizam algoritmos para se adaptar às necessidades do paciente e melhorar a funcionalidade.

Softwares de suporte à decisão clínica:

  • Sistemas de apoio ao diagnóstico: Softwares que auxiliam médicos a tomar decisões sobre o diagnóstico e tratamento, com base em dados do paciente e evidências científicas.
  • Sistemas de gestão de prontuários eletrônicos: Softwares que organizam e gerenciam as informações médicas dos pacientes, facilitando o acesso e a análise dos dados.

Outros exemplos:

  • Softwares de telemedicina: Plataformas que permitem a realização de consultas médicas à distância, com transmissão de dados e imagens médicas.
  • Softwares de simulação cirúrgica: Ferramentas que permitem aos cirurgiões simular procedimentos cirúrgicos antes de realizá-los em pacientes reais.
  • Softwares de gestão de dados de saúde: Plataformas que coletam e analisam grandes volumes de dados de saúde para identificar padrões e tendências.

Regularização

A regularização do SaMD é necessária para garantir a segurança e a eficácia dos dispositivos médicos. A certificação permite que os profissionais da saúde utilizem tecnologias confiáveis e seguras.

A regularização do SaMD é feita de acordo com a Resolução de Diretoria Colegiada (RDC) 657, de 24 de março de 2022, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Quer se aprofundar no assunto? Assista o curso abaixo

Curso da ANVISA sobre a RDC 657/2922

Conteúdo do curso da ANVISA:

PROCESSO DE REGULAMENTAÇÃO DE SOFTWARE COMO DISPOSITIVO MÉDICO

  • A Anvisa é o órgão responsável pela regulamentação de softwares que atuam como dispositivos médicos no Brasil, conforme a RDC 657/2022.
  • A regulamentação inclui requisitos de segurança, eficácia e qualidade, estabelecendo um ciclo de vida para o software, que deve ser mantido durante sua utilização no mercado.
  • O software deve ser regularizado antes de ser comercializado, e a empresa deve comprovar que o produto atende a todas as normativas vigentes.

REQUISITOS PARA REGISTRO E CLASSIFICAÇÃO DE RISCO

  • Os softwares são classificados de acordo com seu risco, que pode variar de 1 a 4, dependendo da função e potencial impacto na saúde do paciente.
  • A empresa desenvolvedora deve fazer uma análise de risco detalhada para determinar a classe de risco do software, seguindo diretrizes estabelecidas pela Anvisa.
  • Produtos de classe 3 e 4 precisam de registro formal, enquanto produtos de classe 1 e 2 podem ser notificados à Anvisa.

IMPORTÂNCIA DA PESQUISA CLÍNICA

  • Em alguns casos, softwares que introduzem inovações ou novas abordagens no tratamento ou diagnóstico necessitam de pesquisa clínica para comprovar sua eficácia e segurança.
  • A autorização para conduzir pesquisas clínicas deve ser obtida junto à Anvisa, e os dados coletados são fundamentais para o processo de regularização.
  • Os fabricantes devem garantir que os estudos clínicos sigam normas éticas e legais, incluindo a obtenção de consentimento informado dos participantes.

RESPONSABILIDADES DO FABRICANTE E SERVIÇO DE SAÚDE

  • O fabricante do software é responsável por garantir que seu produto esteja em conformidade com as regulatórias e que as informações sobre uso e segurança sejam claras e acessíveis.
  • Os serviços de saúde que utilizam esses softwares têm a responsabilidade de garantir que sua equipe esteja treinada e que o uso do software ocorra dentro das normas estabelecidas.
  • A identificação clara de responsabilidades é crucial para a segurança do paciente e a minimização de riscos associados ao uso de tecnologias médicas.

CONSIDERAÇÕES FINAIS SOBRE O MERCADO E INOVAÇÃO

  • O mercado de saúde digital está em rápida expansão, e a regulamentação deve acompanhar as inovações tecnológicas para garantir a segurança do paciente.
  • A Anvisa tem trabalhado para harmonizar suas normas com padrões internacionais, facilitando a entrada de produtos no mercado global.
  • Startups e empresas de tecnologia devem estar atentas às exigências regulatórias desde o início do desenvolvimento de seus produtos para evitar problemas futuros na regularização.

Gerado com auxílio de IA

Bruno Roma

Membro NDPEC

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