É com muito orgulho que compartilho que o nosso artigo sobre a publicização de cartas de EOL e EOS para tecnologias médicas foi selecionado pela revista VISA em Debate (Fiocruz) e destacado pelo corpo editorial como um tema de “interesse global”! 🌍
Tudo começou com debates inquietos no WhatsApp sobre a dificuldade de acesso a essas informações. Em vez de a discussão parar ali, formamos um grupo de trabalho para propor melhorias estruturais no sistema de informações de tecnologias médicas.
Além de formalizarmos a proposta junto à ANVISA e ao Ministério da Saúde, transformamos a iniciativa neste artigo para levar o debate a toda a sociedade. Ver esse assunto tomar uma proporção nacional e internacional nos mostra que estamos no caminho certo para a Engenharia Clínica que queremos ver.
Meu muito obrigado aos parceiros de autoria: Fotini Toscas, Roberto Souza, Fernanda Vieira e Evelinda Trindade.
Estendo o agradecimento a todos que participaram dos debates na comunidade, com destaque para o Núcleo de Desenvolvimento e Práticas de Engenharia Clínica.
📖 Para ler o artigo na íntegra: https://doi.org/10.22239/2317-269X.02441
Conteúdo
ToggleResumo do artigo:
Introdução: As cartas de End of Life (EOL) e End of Service (EOS), ou comunicados de descontinuidade de dispositivos médicos, que informam o término da produção e o prazo para suporte técnico, são essenciais para o planejamento de substituição e a manutenção preventiva e corretiva dessas tecnologias. Contudo, essas comunicações são usualmente enviadas por e-mail, que podem não estar atualizados, dificultando o acesso do gestor responsável pela tecnologia.
Objetivo: Promover o debate sobre a necessidade de transparência e ampla divulgação pública das cartas EOL e EOS, essenciais para uma gestão eficiente que maximize a segurança e a qualidade na assistência à saúde.
Método: Realizou-se um estudo exploratório dos referenciais normativos brasileiros sobre a gestão de dispositivos médicos nos serviços de saúde.
Resultados: Informações críticas de EOL e EOS permanecem indisponíveis nos sistemas públicos sanitários, dificultando a gestão eficiente dos dispositivos médicos. A disseminação central destas informações alinha-se aos objetivos prescritos na Política Nacional de Gestão de Tecnologias em Saúde (PNGTS). Ademais, o acesso rápido às cartas de EOL e EOS facilita planejar, antecipar decisões, promovendo a segurança do paciente e a otimização de recursos financeiros.
Conclusões: A disponibilização das cartas de EOL e EOS em um sistema público informatizado representa um avanço importante para a modernização da gestão de dispositivos médicos no Brasil.
Autores:
- Fotini Santos Toscas Centro de Tecnologias de Saúde para SUS-SP do Instituto de Saúde, São Paulo, SP, Brasil. Autor https://orcid.org/0000-0002-6447-2045
- Bruno Andreas Sousa de Camargo da Veiga Roma Faculdades de Ciências Médicas de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil. Autor https://orcid.org/0000-0002-3051-0752
- Roberto Souza Fundação Saúde do Estado do Rio de Janeiro (FSERJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil. Autor https://orcid.org/0009-0001-8182-9130
- Fernanda Carvalho Vieira Hospital Universitário de Juiz de Fora, Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, Juiz de Fora, MG, Brasil. Autor https://orcid.org/0000-0003-0741-265X
- Evelinda Marrom Trindade Centro de Tecnologias de Saúde para SUS-SP do Instituto de Saúde, São Paulo, SP, Brasil. Autor https://orcid.org/0000-0001-5914-5616




